Quais doenças podem diminuir a audição?
Introdução
A audição é essencial para a comunicação e para a nossa relação com o mundo. É por meio dela que conseguimos acompanhar uma conversa, ouvir a voz de alguém querido, perceber sons do ambiente e desfrutar de músicas e outros sons que fazem parte da nossa rotina.
Quando a audição começa a diminuir, muitas pessoas associam imediatamente o problema ao envelhecimento. No entanto, diversas doenças e condições podem causar ou contribuir para a perda auditiva, inclusive em pessoas mais jovens.
Algumas alterações provocam uma perda temporária, enquanto outras podem causar danos permanentes à audição. Por isso, perceber os sinais e investigar a causa é fundamental.
Neste artigo, você vai conhecer algumas doenças que podem diminuir a audição, quais sintomas podem acompanhá-las e quando é importante procurar um profissional para avaliar a saúde auditiva.
Sumário
- Quais doenças podem causar perda auditiva?
- Infecções de ouvido
- Otosclerose
- Doença de Ménière
- Meningite
- Doenças autoimunes
- Diabetes e outras condições metabólicas
- Outras doenças e condições que podem afetar a audição
- A perda auditiva pode ser temporária?
- Quais sinais indicam que é hora de procurar ajuda?
- Como descobrir a causa da perda auditiva?
- Quando procurar um fonoaudiólogo?
- Conclusão
Quais doenças podem causar perda auditiva?
A diminuição da audição pode acontecer por diferentes mecanismos. Uma doença pode, por exemplo, impedir que o som seja conduzido adequadamente até o ouvido interno ou afetar estruturas responsáveis por transformar os sons em sinais que chegam ao cérebro.
Entre as doenças e condições que podem estar relacionadas à perda auditiva estão:
- infecções de ouvido;
- otosclerose;
- doença de Ménière;
- meningite;
- algumas doenças autoimunes;
- diabetes e outras alterações metabólicas;
- determinadas infecções virais;
- condições que afetam os vasos sanguíneos ou a circulação;
- uso de alguns medicamentos que podem afetar a audição.
É importante lembrar que ter uma dessas doenças não significa necessariamente que a pessoa terá perda auditiva. O impacto depende da doença, de sua intensidade, do tratamento e de outros fatores individuais.
Infecções de ouvido
As infecções no ouvido estão entre as causas que podem provocar alterações na audição.
A otite média, por exemplo, ocorre no ouvido médio, uma região localizada atrás do tímpano. Durante uma infecção, pode haver acúmulo de líquido nessa região, dificultando a passagem do som.
Nesse caso, a pessoa pode perceber:
- sensação de ouvido tampado;
- dificuldade para ouvir;
- dor de ouvido;
- pressão ou desconforto;
- eventualmente, febre, principalmente em crianças.
Em muitos casos, a alteração auditiva relacionada ao acúmulo de líquido é temporária e melhora conforme a condição é tratada.
Infecções recorrentes ou complicações envolvendo o ouvido, entretanto, podem exigir acompanhamento médico e avaliação da audição.
Otosclerose
A otosclerose é uma alteração que pode afetar os pequenos ossos responsáveis pela transmissão do som no ouvido médio.
À medida que ocorre uma alteração na movimentação desses ossículos, o som pode deixar de ser transmitido normalmente para o ouvido interno, levando à perda auditiva.
A perda costuma acontecer gradualmente e pode afetar inicialmente um ouvido ou os dois.
Algumas pessoas também podem apresentar zumbido, que é a percepção de um som sem que exista uma fonte sonora externa.
Por ser uma condição que pode evoluir aos poucos, muitas vezes a pessoa se acostuma com a dificuldade de ouvir e demora a procurar avaliação.
Doença de Ménière
A doença de Ménière é uma condição do ouvido interno que pode provocar episódios de alteração na audição associados a outros sintomas.
Entre os sinais que podem aparecer estão:
- perda auditiva;
- zumbido;
- sensação de pressão ou ouvido cheio;
- episódios de vertigem, que é a sensação de que tudo está girando.
Os sintomas podem acontecer em crises e variar de intensidade.
Como diferentes condições podem causar sintomas semelhantes, é importante que a pessoa seja avaliada por profissionais de saúde para investigar a origem do problema.
Meningite
A meningite é uma infecção ou inflamação das membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. Algumas formas da doença podem causar complicações neurológicas, entre elas a perda auditiva.
A perda auditiva associada à meningite pode acontecer devido ao comprometimento de estruturas relacionadas à audição e, em alguns casos, pode ser permanente.
Por isso, pessoas que tiveram meningite podem precisar de acompanhamento da audição mesmo quando não percebem uma dificuldade imediatamente.
Doenças autoimunes
Algumas doenças autoimunes podem estar associadas a alterações auditivas.
Nas doenças autoimunes, o sistema imunológico passa a atacar tecidos do próprio organismo. Dependendo da condição, diferentes órgãos e sistemas podem ser afetados.
Em algumas situações, a audição pode ser comprometida de forma rápida ou progressiva. A perda pode ocorrer em um ou nos dois ouvidos e pode estar acompanhada de outros sintomas.
Por isso, quando existe uma doença autoimune e surgem alterações na audição, é importante informar a equipe de saúde responsável pelo acompanhamento.
Diabetes e outras condições metabólicas
Algumas condições que afetam o funcionamento do organismo como um todo também podem estar relacionadas a alterações auditivas.
O diabetes, por exemplo, pode provocar alterações nos vasos sanguíneos e nos nervos ao longo do tempo. Como a audição depende do funcionamento adequado de estruturas muito sensíveis, alterações metabólicas podem estar associadas a problemas auditivos.
Isso não significa que toda pessoa com diabetes desenvolverá perda auditiva. O acompanhamento adequado da saúde geral e o controle da condição são importantes para reduzir o risco de complicações.
Outras doenças e condições que podem afetar a audição
Além das doenças mencionadas, existem outras situações que podem estar relacionadas à perda auditiva.
Algumas infecções virais podem provocar alterações na audição. Determinados medicamentos também podem apresentar efeitos prejudiciais ao ouvido, sendo chamados de ototóxicos.
Além disso, condições que afetam a circulação sanguínea ou o sistema nervoso podem, em determinadas circunstâncias, comprometer a audição.
Por esse motivo, a investigação da perda auditiva deve considerar o histórico de saúde da pessoa, os medicamentos utilizados, a evolução dos sintomas e outros fatores.
A perda auditiva pode ser temporária?
Sim. Nem toda diminuição da audição significa uma perda permanente.
Uma infecção de ouvido ou o acúmulo de líquido no ouvido médio, por exemplo, pode provocar uma redução temporária da capacidade de ouvir.
O excesso de cera também pode bloquear o canal auditivo e causar a sensação de ouvido tampado e diminuição da audição.
Por outro lado, algumas doenças podem causar alterações permanentes ou progressivas. É justamente por isso que não é recomendado tentar descobrir sozinho o motivo de uma perda auditiva.
O mesmo sintoma pode ter causas completamente diferentes e precisar de condutas diferentes.
Quais sinais indicam que é hora de procurar ajuda?
A dificuldade para ouvir nem sempre aparece de maneira evidente. Muitas vezes, os primeiros sinais são percebidos pelas pessoas próximas.
Fique atento se você:
- aumenta frequentemente o volume da televisão ou do celular;
- pede para as pessoas repetirem o que disseram;
- tem dificuldade para entender conversas em ambientes com muito barulho;
- percebe que as pessoas parecem falar baixo ou "murmurar";
- sente um ouvido diferente do outro;
- apresenta zumbido;
- percebe sensação de ouvido tampado;
- tem episódios de tontura ou vertigem;
- percebe uma piora progressiva da audição.
Em crianças, alguns sinais podem ser mais sutis, como dificuldade para responder quando são chamadas, atraso no desenvolvimento da fala ou dificuldade para acompanhar atividades que dependem da audição.
Como descobrir a causa da perda auditiva?
O primeiro passo é realizar uma avaliação adequada.
A audiometria é um dos principais exames utilizados para avaliar a capacidade auditiva. Ela permite identificar diferentes características da audição e verificar se existe perda auditiva.
Dependendo do caso, outros exames podem ser indicados para complementar a investigação.
A avaliação também considera a história do paciente: quando a dificuldade começou, se aconteceu de repente ou aos poucos, se existe zumbido, tontura, dor, infecção ou outras condições de saúde.
Essa combinação de informações ajuda os profissionais a compreender melhor o que está acontecendo.
Quando procurar um fonoaudiólogo?
Sempre que houver uma mudança na capacidade de ouvir, vale buscar uma avaliação.
O fonoaudiólogo é o profissional responsável por avaliar a audição por meio de exames específicos e acompanhar diferentes aspectos relacionados à saúde auditiva.
Uma atenção especial deve ser dada às perdas auditivas que aparecem de maneira repentina. Uma perda súbita de audição não deve ser ignorada e precisa de avaliação médica com urgência.
Também é importante procurar atendimento quando a perda é progressiva, quando existe zumbido persistente ou quando a dificuldade para ouvir começa a interferir nas conversas, no trabalho, nos estudos ou na convivência com outras pessoas.
Quanto antes a alteração for identificada, mais cedo será possível compreender sua causa e definir o acompanhamento adequado.
Conclusão
A diminuição da audição pode estar relacionada a diversas doenças e condições de saúde. Infecções de ouvido, otosclerose, doença de Ménière, meningite, algumas doenças autoimunes e alterações metabólicas estão entre as possibilidades.
Por isso, perda auditiva não deve ser encarada simplesmente como uma consequência natural da idade. Cada caso precisa ser avaliado individualmente para entender o que está causando a alteração e qual é a melhor forma de acompanhamento.
Prestar atenção aos sinais, realizar avaliações auditivas quando indicadas e buscar ajuda diante de mudanças na audição são atitudes importantes para cuidar da saúde auditiva.
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