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Aparelhos Auditivos
09
Ago
2026
Teste da Orelhinha: quais doenças ele consegue identificar?

Teste da Orelhinha: quais doenças ele consegue identificar?

Introdução

Os primeiros meses de vida são importantes para o desenvolvimento da audição, da fala e da linguagem. Por isso, avaliar a audição do bebê ainda nos primeiros dias de vida é uma forma importante de identificar precocemente possíveis alterações.

O Teste da Orelhinha, também chamado de Triagem Auditiva Neonatal (TAN), é um exame realizado justamente com esse objetivo. O Ministério da Saúde reconhece a triagem auditiva neonatal como um dos procedimentos realizados ainda na maternidade, geralmente nos primeiros dias de vida.

Mas uma dúvida é bastante comum entre os pais:

"Afinal, quais doenças o Teste da Orelhinha consegue identificar?"

A resposta é um pouco diferente do que muitas pessoas imaginam: o Teste da Orelhinha não identifica sozinho uma doença específica. Ele funciona como uma triagem, indicando se existem sinais de que a audição do bebê precisa ser investigada.

Neste artigo, vamos explicar o que isso significa e quais alterações podem estar relacionadas a um resultado alterado.

Sumário

  • O que é o Teste da Orelhinha?
  • Como o exame funciona?
  • Quais alterações o Teste da Orelhinha pode identificar?
  • O Teste da Orelhinha diagnostica surdez?
  • Um resultado alterado significa que o bebê tem perda auditiva?
  • Quais doenças o exame não consegue identificar sozinho?
  • O que acontece quando o bebê não passa no teste?
  • O exame dói?
  • Por que o Teste da Orelhinha é tão importante?
  • Quando procurar um fonoaudiólogo?
  • Conclusão

O que é o Teste da Orelhinha?

O Teste da Orelhinha é um exame utilizado para a triagem da audição do recém-nascido. Um dos métodos utilizados é o registro das Emissões Otoacústicas Evocadas (EOAE).

Nesse exame, uma pequena sonda é colocada na entrada do ouvido do bebê. O equipamento emite sons suaves e verifica a resposta produzida pela cóclea, uma estrutura localizada no ouvido interno responsável por transformar as vibrações sonoras em sinais que serão enviados ao sistema nervoso auditivo.

As emissões otoacústicas são uma medida da função das células ciliadas externas da cóclea. Por isso, o exame pode ajudar a identificar bebês que apresentam maior probabilidade de ter uma alteração auditiva e que precisam de uma avaliação complementar.

É importante lembrar que triagem não é o mesmo que diagnóstico.

O objetivo inicial é identificar quem precisa ser investigado com mais detalhes.

Como o Teste da Orelhinha funciona?

O exame é realizado com o bebê tranquilo, geralmente dormindo ou em repouso.

O profissional coloca uma pequena sonda no ouvido e o equipamento apresenta estímulos sonoros. Em seguida, o aparelho verifica se existem respostas compatíveis com o funcionamento esperado da cóclea.

O procedimento é rápido e não provoca dor. Em Contagem, o próprio município descreve a Triagem Auditiva Neonatal como um procedimento rápido e indolor.

O exame pode ser realizado ainda nos primeiros dias de vida. As recomendações do Ministério da Saúde também estabelecem diferentes estratégias de triagem de acordo com a presença ou ausência de indicadores de risco para perda auditiva.

Quais alterações o Teste da Orelhinha pode identificar?

Aqui está um ponto importante: em vez de pensar em uma lista de doenças, é mais correto entender quais alterações auditivas podem ser sinalizadas pelo exame.

Perda auditiva relacionada à cóclea

O Teste da Orelhinha pode indicar alterações relacionadas ao funcionamento da cóclea, especialmente das células ciliadas externas.

Isso significa que o exame pode ajudar a identificar recém-nascidos que apresentam sinais compatíveis com uma perda auditiva neurossensorial, incluindo alterações presentes desde o nascimento.

Entretanto, o teste não consegue determinar sozinho qual é a causa da perda auditiva.

Uma alteração auditiva congênita pode ter diferentes origens, e a investigação da causa depende de outros exames e da avaliação individual do bebê.

Alterações na orelha média

Um resultado insatisfatório também pode acontecer quando existe alguma alteração na condução do som até o ouvido interno.

Por exemplo, a presença de líquido na orelha média ou resíduos no canal auditivo pode interferir no registro das emissões otoacústicas.

Por isso, um resultado alterado não significa automaticamente que o bebê tenha uma perda auditiva permanente.

As próprias diretrizes destacam que alterações de orelha média podem influenciar o resultado da triagem.

Alterações auditivas que precisam de investigação complementar

O Teste da Orelhinha também pode indicar que é necessário realizar outros exames para investigar melhor a audição do bebê.

Quando existe suspeita de alteração, podem ser utilizados exames complementares, como o PEATE, também conhecido como BERA, além de avaliações audiológicas e otorrinolaringológicas.

Isso é especialmente importante porque diferentes exames avaliam partes diferentes do sistema auditivo.

O Teste da Orelhinha diagnostica surdez?

Não.

Essa é uma das principais informações que os pais precisam conhecer.

O Teste da Orelhinha é uma triagem. Seu objetivo é identificar bebês que podem apresentar perda auditiva e que, por isso, precisam de uma investigação diagnóstica.

Um resultado "alterado", "insatisfatório" ou "não passou" não significa, sozinho, que o bebê seja surdo.

Da mesma forma, o resultado satisfatório não deve ser interpretado como uma garantia de que a criança nunca terá qualquer alteração auditiva no futuro.

A American Speech-Language-Hearing Association (ASHA) destaca que a finalidade principal da triagem auditiva neonatal é identificar recém-nascidos que provavelmente apresentam perda auditiva e precisam de avaliação adicional.

Um resultado alterado significa que o bebê tem perda auditiva?

Não necessariamente.

Existem diferentes motivos para que o exame não apresente uma resposta satisfatória.

Entre eles podem estar:

  • presença de líquido na orelha média;
  • resíduos ou secreções no canal auditivo;
  • condições inadequadas para a realização do exame;
  • alterações no funcionamento da cóclea;
  • diferentes tipos de perda auditiva.

Por isso, quando o resultado não é satisfatório, o mais importante é seguir corretamente a orientação do profissional e realizar o acompanhamento indicado.

Não é necessário entrar em pânico, mas também não é recomendado ignorar o resultado.

O objetivo da triagem é justamente permitir que qualquer alteração seja investigada o quanto antes.

Quais doenças o exame não consegue identificar sozinho?

O Teste da Orelhinha não é um exame capaz de diagnosticar todas as doenças que podem afetar a audição.

Um exemplo importante são as alterações que envolvem principalmente o nervo auditivo e as vias neurais. As emissões otoacústicas avaliam principalmente a função das células ciliadas externas da cóclea e, portanto, podem não detectar alterações localizadas além dessa estrutura.

Um exemplo é a neuropatia auditiva, uma alteração que pode envolver a transmissão do sinal auditivo pelo sistema nervoso. Nesses casos, outros exames, como o potencial evocado auditivo, podem ser necessários para uma investigação adequada.

Por isso, nenhum resultado do Teste da Orelhinha deve ser interpretado isoladamente.

O exame consegue descobrir a causa da perda auditiva?

Também não.

Se a triagem indicar uma possível alteração, será necessário investigar se existe realmente uma perda auditiva, qual o tipo, qual a intensidade e, quando possível, qual a causa.

Essa investigação pode envolver diferentes profissionais e exames, dependendo de cada caso.

É justamente essa combinação de avaliações que permite chegar a um diagnóstico mais preciso.

O que acontece quando o bebê não passa no Teste da Orelhinha?

Quando o resultado não é satisfatório, o próximo passo depende do protocolo utilizado, da condição clínica do bebê e da presença ou não de fatores de risco.

Nas diretrizes do Ministério da Saúde, por exemplo, para recém-nascidos sem indicadores de risco, pode ser realizada uma nova tentativa com emissões otoacústicas e, caso a resposta continue insatisfatória, pode ser indicado o PEATE-A.

Portanto, não passar na primeira tentativa não significa necessariamente que exista uma perda auditiva permanente.

O importante é não interromper o acompanhamento.

Se houver indicação de novos exames, eles devem ser realizados dentro do período recomendado pelo profissional.

O exame dói?

Não.

O Teste da Orelhinha é um procedimento não invasivo e indolor. O equipamento utiliza uma pequena sonda posicionada no ouvido do bebê para apresentar os estímulos sonoros e registrar as respostas.

O ideal é que o bebê esteja tranquilo ou dormindo durante a avaliação, facilitando a realização do exame e a obtenção de respostas adequadas.

Por que o Teste da Orelhinha é tão importante?

A principal importância da triagem auditiva está na possibilidade de identificar precocemente bebês que precisam de uma avaliação mais detalhada da audição.

A audição participa diretamente das experiências que a criança terá com os sons, a comunicação e o desenvolvimento da linguagem.

Quanto mais cedo uma possível alteração for identificada e investigada, mais cedo a família poderá receber orientação adequada e, quando necessário, iniciar o acompanhamento indicado.

Por isso, o Teste da Orelhinha não deve ser visto apenas como mais um exame após o nascimento.

Ele é uma oportunidade de acompanhar desde cedo uma função essencial para o desenvolvimento da criança.

Quando procurar um fonoaudiólogo?

O acompanhamento com um fonoaudiólogo é especialmente importante quando:

  • o bebê não apresenta resultado satisfatório na triagem;
  • existe algum fator de risco para perda auditiva;
  • há histórico familiar de alterações auditivas;
  • os responsáveis percebem alguma reação diferente aos sons;
  • existem dúvidas sobre o desenvolvimento auditivo da criança;
  • foi recomendado realizar exames complementares.

Mesmo quando o Teste da Orelhinha apresenta resultado satisfatório, o acompanhamento do desenvolvimento auditivo continua sendo importante.

A audição deve ser observada ao longo do crescimento, pois algumas alterações podem surgir posteriormente.

Conclusão

O Teste da Orelhinha não diagnostica sozinho uma doença específica. Ele é um exame de triagem que verifica respostas do sistema auditivo e ajuda a identificar recém-nascidos que podem precisar de uma investigação mais detalhada.

Um resultado alterado pode estar relacionado a diferentes situações, desde alterações temporárias, como problemas na orelha média, até possíveis perdas auditivas que precisam ser investigadas. Por outro lado, algumas alterações do sistema auditivo não são detectadas adequadamente apenas pelas emissões otoacústicas, tornando necessários outros exames.

Por isso, mais importante do que interpretar o resultado isoladamente é seguir o acompanhamento indicado pelo fonoaudiólogo e pelos demais profissionais envolvidos.

A identificação precoce permite que a família tenha informação, orientação e acesso ao cuidado adequado no momento certo.

Agende sua avaliação no Centro Auditivo Contagem pelo WhatsApp ou envie uma mensagem para nossa equipe. Estamos prontos para cuidar da sua saúde auditiva.

Márcia Moreira de Souza

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